"les cordes rouges", por Michel Giliberti
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Envolve-me amorosamente
Na cadeia de teus braços
Como naquela tardinha...
Não tardes, amor ausente;
Tem pena da minha mágoa,
Vida minha!
Vai a penumbra desabrochando
Na alcova
Aonde estou aguardando
A tua vinda...
Não tardes, amor ausente!
Anoitece. O dia finda...
E as rosas desfalecendo
Vão caindo e murmurando:
— Queremos que Ele nos pise!
Mas, quando vem Ele, quando?...
António Boto
Versão publicada na parte Livro primeiro de As canções de António Botto. “Nova edição definitiva”, Lisboa: Bertrand, 1956, p. 32.






