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Ilustração de Júlio Pomar
para um conto de O livro das mil e uma noites
6 vols., Lisboa: Estúdios Cor, 1958-1962.
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Quem é que abraça o meu corpo
Na penumbra do meu leito?
Quem é que beija o meu rosto,
Quem é que morde o meu peito?
Quem é que fala da morte,
Docemente, ao meu ouvido?
— És tu, senhor dos meus olhos,
E sempre no meu sentido.
Versão in [Livro primeiro de] As canções de António Botto, “nova edição definitiva”, Lisboa: Bertrand, 1956, p. 18.
