25/01/2014

«Sou como as tardes de Outono» de António Boto

O olhar de Antonio Banderas


Sou como as tardes de Outono,
— Beleza cheia de morte!
Tem cuidado, meu amante,
Meu constante bem-amado;
Não olhes tanto os meus olhos,
Não beijes tanto o meu rosto…
Sou como as tardes de Outono,
— Cheias de sol-posto.


António Boto




Versão única [não conheço outras edições] do poema em: «IV» de Canções do sul, Lisboa: s.n., 1920.